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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MAMOPLASTIA DE AUMENTO - PRÓTESE DE MAMA



A cirurgia de mamoplastia de aumento pode estar indicada nos casos de: seqüelas de mamoplastia, ausência ou hipodesenvolvimento da glândula mamária (uni ou bilateral), diferença entre os tamanhos da mama, mama tuberosa, ptose mamária, involução do volume mamário pós gestação e reconstrução de mama pós mastectomia.
É uma cirurgia que tem altíssimo índice de satisfação e com baixíssimo índice de complicações. Por isso que representa uma das cirurgias plásticas mais praticadas na atualidade. Em 2010, dos 140 mil implantes de silicone feitos no Brasil, 12% foram em adolescentes.
Diversos estudos foram conclusivos e que fornecem a garantia de que mulheres com implantes não têm um aumento significativo do risco para essas doenças.
A presença da prótese de mama também não interfere no rastreio para câncer de mama. Apenas é necessário avisar ao radiologista da existência da prótese, para que manobras sejam feitas de forma a melhorar a visualização do parênquima mamário.  
Os riscos são baixos, mas como o de qualquer outra cirurgia. É preciso fazer todos os exames e verificar o perfil de saúde do paciente.

 CICATRIZES


As vias de acesso, ou seja, a localização das cicatrizes pode ser: cicatrizes prévias localizadas na mama ou na proximidade, sulco inframamário, transareolomamilar (horizontal passando pelo meio do mamilo - pouco praticada hoje em dia), perioareolar e axilar.
A incisão periareolar é uma ótima alternativa quando a aréola possuir mais que 3cm de diâmetro. A cicatriz fica escondida na transição entre a pigmentação da aréola e da pele mamária. Ainda, se desejado, pode ser realizada tatuagem para maquiar e esconder a cicatriz.
Nos casos de aréolas menores que 2,5 cm e que há previsão de utilização de implantes de maiores volumes, as alternativas seriam as incisões no sulco submamário ou na prega axilar.
A utilização de prótese com revestimento de poliuretano, praticamente inviabiliza o uso do acesso por via axilar.

PRÓTESES

As próteses de mama vêm evoluindo muito nos últimos anos. O gel de silicone utilizado no interior das prótese agora é coesivo, ou seja, mesmo que por algum motivo ocorra o rompimento da cápsula que a reveste, o gel não se vaza e nem espalha. O gel é coesivo mas de consistência bem macia, com objetivo de ser natural.

Os implantes possuem uma cápsula de revestimento com várias membranas de cobertura, também de silicone. Essa pode ser lisa, texturizada ou com cobertura de poliuretano. Quase não se usam mais as próteses de revestimento liso.
Com esses dois novos revestimentos, o índice de contratura capsular diminui drasticamente, aumentando a segurança para a paciente.
Existem próteses dos mais diversos formatos e projeções. Podemos generalizar a forma da base em redonda ou anatômica (em gota).

Em relação à projeção, pode ir desde baixo até extra alta ou cônica. A escolha depende principalmente da expectativa do paciente em relação ao formato final da mama - exemplos: o perfil alto aumento a projeção e preenche a mama e o anatômico faz uma projeção mais no pólo inferior.


LOCALIZAÇÃO DA PRÓTESE

A prótese pode ser posicionada em três planos diferentes: retroglandular, retrofascial e retromuscular.
A localização retroglandular é a mais anatômica e menos agressiva. 


TEMPO DE VIDA ÚTIL DO IMPLANTE

Não há consenso sobre limite de vida útil do implante. Alguns fabricantes sugerem avaliar a troca após 10 anos, mas já se podem acompanhar pacientes com implantes mamários há mais de 20 anos e sem qualquer problema. Por isso tem se defendido a idéia de acompanhar os pacientes de uma forma mais conservadora.

 ALTERAÇÕES DE SENSIBILIDADE

 Alterações de sensibilidade no mamilo ou seio geralmente são temporárias.

AMAMENTAÇÃO

As próteses de mama não interferem na amamentação, são colocadas em um plano sob a glândula mamária. Recomenda-se aguardar pelo menos seis meses após o término da amamentação, antes da realização da mamoplastia de aumento.

ESTRIAS

A colocação de próteses de grande volume em peles de consistência firme, por causar estiramento da pele, pode favorecer o aparecimento ou aumento das estrias. Para evitar, é recomendado o uso de um bom creme hidratante para preparar e cuidar da pele.

PRÓTESE SALINA

São posicionadas as próteses vazias e depois com a seringa cada prótese separadamente vai sendo preenchida com solução salina até chegar aos tamanho desejado. É mais utilizada EUA e Canadá pois nesses países ainda é proibido o uso de silicone gel. Tem o inconveniente de se notar esse liquido quando em movimento, ser mais dura ao toque e ter risco de vazamento. Apresentam um aspecto final mais arredondado e de consistência mais artificial, Há a possibilidade de deflação (vazamento progressivo) com redução do tamanho e assimetria. Não tem uso liberado no Brasil.

CONTRATURA CAPSULAR

É decorrente do próprio organismo da pessoa à prótese, como ocorre a algum “corpo estranho” ao organismo. Não há como prever, mas certos cuidados são tomados no planejamento e realização da cirurgia caso ocorra. Nos casos leves, há medicamentos com eficácia descrita. Nos casos de contratura mais importante, a indicação é troca da prótese para a de poliuretano com mudança do plano de localização da mesma.

ORIENTAÇÕES PRÉ OPERATÓRIAS


Os exames pré operatórios irão variam de acordo com o perfil da paciente, mas em geral incluem algum exame de imagem da mama (mamografia ou ultrassonografia das mamas).
  • Não utilize medicações contendo AAS (Ácido Acetilsalicílico) ou derivados por 2 semanas antes e 1 semana após uma cirurgia mamária.
  • Evite ainda o uso de vitamina E (mais que 600U/dia), vitamina C (mais que 1g/dia), Ginko Biloba, Arnika, Ginseng ou outras ervas medicinais por 1 semana antes da cirurgia. 
  •  Evite ainda o uso de qualquer medicação antiinflamatória ( diclofenano, nimesulida, cetoprofeno, dentre outros ) por 1 semana antes da cirurgia.

     RECUPERAÇÃO E CUIDADOS PÓS OPERATÓRIOS


    A paciente já pode estar andando sozinha pouco tempo após a sua cirurgia de aumento do peito.
    É normal sentir um pequeno desconforto ou dolorimento na região torácica nos primeiros dias após a cirurgia, bem como aumento de sensibilidade ou coceira.
    O sutian (ou cinta) deve ser mantido no primeiro mês. 
    É contra-indicado atividades como levantar, empurrar ou puxar qualquer coisa ou exercer qualquer atividade extenuante ou torção do tronco por um mês. Atividades físicas desportivas devem ser evitadas por pelo menos quatro semanas após a cirurgia.
    É importante seguir todas as instruções de cuidados ao paciente, conforme indicado por seu médico. 
    Depois da mamoplastia de aumento, muitas vezes é possível retornar ao trabalho dentro de poucos dias ou uma semana, dependendo do tipo de atividades que são necessárias em seu trabalho. Porém você não poderá dirigir carros e nem pegar ônibus ou metrô, pois para isso é necessário elevar os braços.



    ORIENTAÇÕES PÓS OPERATÓRIAS

    •  Evite o sol por 3 meses após a cirurgia, mesmo assim use filtro solar com FPS maior ou igual a 30. Use ainda duas camadas de micropore, nas cicatrizes, por baixo das roupas de banho, caso vá a praia após os 3 meses.  
    • Não troque, molhe ou mexa no curativo até que seja autorizado pelo médico. 
    •  Deverá ser utilizado um sutiã ou cinta recomentada, sem costuras, 24 horas por dia, durante todo o primeiro mês pós – operatório. 
    • Durma de barriga para cima durante todo o primeiro mês.
    • Dormir de barriga para baixo somente após 2 meses, no mínimo.
    • Os braços não devem ser elevados acima dos ombros nas 2 primeiras semanas.
    • Evite dirigir por 2 semanas.
    • Em geral a maioria dos pontos são internos, absorvíveis e não precisam ser retirados. Porém, alguns poucos pontos externos podem ser utilizados.
    • Exercícios envolvendo os membros inferiores podem ser realizados a partir de 1 mês, desde que os membros superiores não sejam forçados.
    • Exercícios que envolvam os membros superiores de forma intensa devem ser realizados somente após o 2º mês pós – operatório.

    sábado, 2 de julho de 2011

    LIPOASPIRAÇÃO? LIPOESCULTURA? HPLA? HIDROLIPOASPIRAÇÃO? MINILIPO? QUAL A DIFERENÇA?

    Lipoplastia é o termo usado de forma genérica para o tratamento da gordura subcutânea com finalidade estética. Lipoaspiração é o nome dado à intervenção cirúrgica onde se aspira os excessos gordurosos do contorno corporal. Lipoescultura é a técnica em que se realiza tanto a aspiração quanto a injeção de gordura em diferentes locais visando uma melhora do contorno corporal.
    Ao francês Yves Gerard Illouz é dado o título de pai da lipoaspiração. Muito já avançou, mas os princípios preconizados por ele ainda são utilizados: solução hipotônica para facilitar a aspiração e diminuir o sangramento, cânulas rombas com orifícios laterais, túneis nos tecidos gordurosos, incisões pequenas em lugares pouco visíveis.



    HLPA se refere à hidrolipoaspiração, o que na verdade é uma estratégia de lipoaspiração. A lipoaspiração pode ser realizada pela técnica tumescente (ou intumescente) onde se injeta uma solução antes de fazer a aspiração da gordura, ou pela técnica seca, onde se aspira diretamente com a cânula. Foi demonstrado por estudos como o de Klein e Samdal, que na técnica tumescente, para cada 1000 ml de gordura aspirada podemos encontrar cerca de 9,7ml de sangue. Na técnica seca o percentual pode chegar a 30-40% de sangue no volume aspirado.

    De acordo com a técnica tumescente (também chamada úmida), é injetado uma solução fisiológica com adrenalina bem diluída e dependendo do cirurgião, uma associação com anestésico local como a xilocaína. Com a injeção dessa solução, provoca-se a hidrodissecção da gordura. Com a formação dos túneis em diferentes níveis do subcutâneo é possível a remoção de coleção de gorduras e correção de irregularidades do contorno.



    A gordura injetada deve passar por um tratamento de forma a retirar resíduos celulares e de sangue por exemplo. São feitas enxertia com filetes ou túneis de no máximo 3mm de diâmetro para que se promova a neovascularização. Com isso, podemos tratar depressões superficiais, depressões de celulite, sulcos, determinadas rugas e cicatrizes deprimidas. Não necessariamente tudo que se injeta procurando através da lipoenxertia “faz a pega”. O que se mantém do resultado é um somatório da quantidade de fibrose induzida e número de adipócitos viáveis. Esse último depende também do local anatômico, mobilidade e vascularização da área receptora. Claro que eventuais doenças de base também podem interferir.



    A lipoaspiração não pode ser encarada como um método de emagrecimento. Ela serve para tratamento de gordura localizada – aquelas que teimam em continuar a despeito de dieta, exercícios e emagrecimento. São exemplos de áreas a serem tratadas: papadas, culotes, glúteos, cintura, flancos (chamados "pneuzinhos"), coxas, nádegas, pernas, joelhos, tornozelos, braços, costas, e pescoço. Deve-se ainda, observar as condições de contração da pele para acomodação do novo volume tecidual. Cada região do corpo responde com uma capacidade de contração diferente, além da variabilidade de capacidade de contração cutânea de cada indivíduo.



    Já no segundo dia após o procedimento, a paciente pode ir retornando aos poucos às suas atividades diárias desde que se sinta capaz e que use a cinta compressiva. Essa deve ser usada por pelo menos 30 dias no pós operatório. Geralmente o retorno às atividades habituais ocorre entre o segundo e o décimo dia. Cuidados devem ser tomados como observar se há dobra de cinta marcando a pele, pois isso pode causar marcas definitivas.O "inchaço" é normal e cerca de 80% regride nos primeiros 30 dias. O resultado definitivo podemos observar entre os 3 e 6 meses de pós operatório.



    Houve uma banalização dos procedimentos de cirurgia plástica. A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico e deve ser tratado com toda a seriedade que merece. Existem inclusive normas do Conselho Federal de Medicina e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, específicas sobre a lipoaspiração. O objetivo é evitar práticas inconseqüentes, como por exemplo, lipoaspiração em consultório ou sem um anestesista.
    Há um limite de retirada de até 5% do peso corporal para a lipoaspiração seca e até 7% do peso corporal para a lipoaspiração úmida. Esses valores podem ser removidos de até 40% da extensão do corpo. É obrigatório que a clínica / hospital onde for realizado o procedimento, disponha de UTI e convênios com bancos de sangue.