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sábado, 27 de agosto de 2011

LIPO SEM CIRURGIA? A RADIOFREQUÊNCIA


Essa é a pergunta que não quer calar! Inúmeros equipamentos com inovação tecnológica estão procurando tratamentos alternativos à Cirurgia Plástica.

A radiofreqüência é uma forma de energia eletromagnética que produz aquecimento na camada da pele chamada derme profunda e no tecido subcutâneo, o tecido gorduroso. Realizado de forma controlada e profunda, sem atingir a camada mais superficial da pele, a epiderme.  È uma tecnologia totalmente diferente do laser ou luz intensa pulsada. O grau de aquecimento vai depender da resistência e da densidade do local utilizado. 

A energia fornecida pelo aparelho de radiofreqüência promove um aquecimento volumétrico controlado: causam oscilação das moléculas de água que transforma energia eletromagnética em energia térmica.
O objetivo é chegar a 40-42ºC na superfície e 50-60ºC na profundidade. O aquecimento promove a regeneração do colágeno, quebra de tecidos gordurosos e fibrosos, aumento da circulação e drenagem de fluidos. Há uma contração imediata do colágeno, e indução de formação de um colágeno mais firme ao longo do tempo. A pele fica visivelmente mais viçosa, com melhora do tônus, textura e do contorno. Para proteção da pele em relação ao calor produzido pela radiofreqüência, a maioria dos aparelhos possui um mecanismo de resfriamento geralmente localizado na ponteira (onde tem contato com a pele).



Pode ocorrer uma vermelhidão e inchaço na área tratada, que costumam resolver espontaneamente em muito pouco tempo. É completamente indolor, sendo sentido durante o tratamento, uma sensação de calor local. Depois do tratamento, a paciente poderá retornar às suas atividades normais, sem restrições pelo método.
Por isso é um método de tratamento clinico para a celulite, flacidez e gordura localizada. Enrijece a pele ao causar o remodelamento do colágeno. Com o movimento das moléculas e aquecimento, consegue romper as células de gordura. A melhora da celulite é alcançada pelos efeitos citados associados ao afrouxamento e até rompimento das traves fibrosas que causam a celulite.


Obviamente, o tratamento necessita de várias sessões variando a cada caso e o efeito é atingido de forma gradual. Porém, já se consegue algum efeito imediato que melhora a cada sessão.  O intervalo entre as sessões costuma ser de 15 dias, tempo necessário para recuperação necessária. O remodelamento do colágeno continua, como todo processo cicatricial, por muito mais tempo.


Pode ser usado por pacientes que relutam em fazer uma cirurgia plástica (como a lipoaspiração) e até para melhorar os efeitos alcançados pela cirurgia. Principalmente no que tange a flacidez e determinadas regiões com celulite, onde a lipoaspiração possui um resultado limitado. E ainda no tratamento de áreas de fibrose mais prolongadas que podem acontecer após uma lipoaspiração. 

O tratamento com radiofreqüência tem indicação não apenas na celulite, flacidez e gordura localizada com melhora por exemplo da flacidez de braços, parte interna das coxas, da pele abdominal além de firmar e modelar glúteos. Ele pode ser utilizado inclusive como adjuvante de tratamentos de rejuvenescimento facial, tratando a flacidez de face e pescoço, bem como as tão indesejáveis “papadas” e “bochechas de fofão”. Portanto é capaz de melhorar o contorno facial.
É possível conseguir em regiões de celulite grau baixo uma melhora de quase 100%, o que pode não ser conseguido em casos mais graves, apesar de uma melhora significativa.

As contra indicações ao seu uso são: utilização de marcapassos, presença de metais próximos à superfície cutânea tratada, gestação, doenças do tecido conjuntivo/tecido muscular e doenças cardíacas graves. Inexiste qualquer interferência da cor de pele  ou idade do paciente.

È importante frisar que não possui um resultado de uma cirurgia plástica, nem deve ser usado como método de emagrecimento. E nem substitui a necessidade de uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos.  A radiofreqüência é mais um recurso tecnológico no tratamento clínico das patologias apresentadas. Além disso, é um procedimento a ser realizado por um médico habilitado. É um tratamento médico!

Existem diversos aparelhos inclusive divulgados pela mídia, que utilizam essa tecnologia. O aparelho de radiofrequência utilizado no Espaço Médico Integrado é o Accent XL.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MAMOPLASTIA DE AUMENTO - PRÓTESE DE MAMA



A cirurgia de mamoplastia de aumento pode estar indicada nos casos de: seqüelas de mamoplastia, ausência ou hipodesenvolvimento da glândula mamária (uni ou bilateral), diferença entre os tamanhos da mama, mama tuberosa, ptose mamária, involução do volume mamário pós gestação e reconstrução de mama pós mastectomia.
É uma cirurgia que tem altíssimo índice de satisfação e com baixíssimo índice de complicações. Por isso que representa uma das cirurgias plásticas mais praticadas na atualidade. Em 2010, dos 140 mil implantes de silicone feitos no Brasil, 12% foram em adolescentes.
Diversos estudos foram conclusivos e que fornecem a garantia de que mulheres com implantes não têm um aumento significativo do risco para essas doenças.
A presença da prótese de mama também não interfere no rastreio para câncer de mama. Apenas é necessário avisar ao radiologista da existência da prótese, para que manobras sejam feitas de forma a melhorar a visualização do parênquima mamário.  
Os riscos são baixos, mas como o de qualquer outra cirurgia. É preciso fazer todos os exames e verificar o perfil de saúde do paciente.

 CICATRIZES


As vias de acesso, ou seja, a localização das cicatrizes pode ser: cicatrizes prévias localizadas na mama ou na proximidade, sulco inframamário, transareolomamilar (horizontal passando pelo meio do mamilo - pouco praticada hoje em dia), perioareolar e axilar.
A incisão periareolar é uma ótima alternativa quando a aréola possuir mais que 3cm de diâmetro. A cicatriz fica escondida na transição entre a pigmentação da aréola e da pele mamária. Ainda, se desejado, pode ser realizada tatuagem para maquiar e esconder a cicatriz.
Nos casos de aréolas menores que 2,5 cm e que há previsão de utilização de implantes de maiores volumes, as alternativas seriam as incisões no sulco submamário ou na prega axilar.
A utilização de prótese com revestimento de poliuretano, praticamente inviabiliza o uso do acesso por via axilar.

PRÓTESES

As próteses de mama vêm evoluindo muito nos últimos anos. O gel de silicone utilizado no interior das prótese agora é coesivo, ou seja, mesmo que por algum motivo ocorra o rompimento da cápsula que a reveste, o gel não se vaza e nem espalha. O gel é coesivo mas de consistência bem macia, com objetivo de ser natural.

Os implantes possuem uma cápsula de revestimento com várias membranas de cobertura, também de silicone. Essa pode ser lisa, texturizada ou com cobertura de poliuretano. Quase não se usam mais as próteses de revestimento liso.
Com esses dois novos revestimentos, o índice de contratura capsular diminui drasticamente, aumentando a segurança para a paciente.
Existem próteses dos mais diversos formatos e projeções. Podemos generalizar a forma da base em redonda ou anatômica (em gota).

Em relação à projeção, pode ir desde baixo até extra alta ou cônica. A escolha depende principalmente da expectativa do paciente em relação ao formato final da mama - exemplos: o perfil alto aumento a projeção e preenche a mama e o anatômico faz uma projeção mais no pólo inferior.


LOCALIZAÇÃO DA PRÓTESE

A prótese pode ser posicionada em três planos diferentes: retroglandular, retrofascial e retromuscular.
A localização retroglandular é a mais anatômica e menos agressiva. 


TEMPO DE VIDA ÚTIL DO IMPLANTE

Não há consenso sobre limite de vida útil do implante. Alguns fabricantes sugerem avaliar a troca após 10 anos, mas já se podem acompanhar pacientes com implantes mamários há mais de 20 anos e sem qualquer problema. Por isso tem se defendido a idéia de acompanhar os pacientes de uma forma mais conservadora.

 ALTERAÇÕES DE SENSIBILIDADE

 Alterações de sensibilidade no mamilo ou seio geralmente são temporárias.

AMAMENTAÇÃO

As próteses de mama não interferem na amamentação, são colocadas em um plano sob a glândula mamária. Recomenda-se aguardar pelo menos seis meses após o término da amamentação, antes da realização da mamoplastia de aumento.

ESTRIAS

A colocação de próteses de grande volume em peles de consistência firme, por causar estiramento da pele, pode favorecer o aparecimento ou aumento das estrias. Para evitar, é recomendado o uso de um bom creme hidratante para preparar e cuidar da pele.

PRÓTESE SALINA

São posicionadas as próteses vazias e depois com a seringa cada prótese separadamente vai sendo preenchida com solução salina até chegar aos tamanho desejado. É mais utilizada EUA e Canadá pois nesses países ainda é proibido o uso de silicone gel. Tem o inconveniente de se notar esse liquido quando em movimento, ser mais dura ao toque e ter risco de vazamento. Apresentam um aspecto final mais arredondado e de consistência mais artificial, Há a possibilidade de deflação (vazamento progressivo) com redução do tamanho e assimetria. Não tem uso liberado no Brasil.

CONTRATURA CAPSULAR

É decorrente do próprio organismo da pessoa à prótese, como ocorre a algum “corpo estranho” ao organismo. Não há como prever, mas certos cuidados são tomados no planejamento e realização da cirurgia caso ocorra. Nos casos leves, há medicamentos com eficácia descrita. Nos casos de contratura mais importante, a indicação é troca da prótese para a de poliuretano com mudança do plano de localização da mesma.

ORIENTAÇÕES PRÉ OPERATÓRIAS


Os exames pré operatórios irão variam de acordo com o perfil da paciente, mas em geral incluem algum exame de imagem da mama (mamografia ou ultrassonografia das mamas).
  • Não utilize medicações contendo AAS (Ácido Acetilsalicílico) ou derivados por 2 semanas antes e 1 semana após uma cirurgia mamária.
  • Evite ainda o uso de vitamina E (mais que 600U/dia), vitamina C (mais que 1g/dia), Ginko Biloba, Arnika, Ginseng ou outras ervas medicinais por 1 semana antes da cirurgia. 
  •  Evite ainda o uso de qualquer medicação antiinflamatória ( diclofenano, nimesulida, cetoprofeno, dentre outros ) por 1 semana antes da cirurgia.

     RECUPERAÇÃO E CUIDADOS PÓS OPERATÓRIOS


    A paciente já pode estar andando sozinha pouco tempo após a sua cirurgia de aumento do peito.
    É normal sentir um pequeno desconforto ou dolorimento na região torácica nos primeiros dias após a cirurgia, bem como aumento de sensibilidade ou coceira.
    O sutian (ou cinta) deve ser mantido no primeiro mês. 
    É contra-indicado atividades como levantar, empurrar ou puxar qualquer coisa ou exercer qualquer atividade extenuante ou torção do tronco por um mês. Atividades físicas desportivas devem ser evitadas por pelo menos quatro semanas após a cirurgia.
    É importante seguir todas as instruções de cuidados ao paciente, conforme indicado por seu médico. 
    Depois da mamoplastia de aumento, muitas vezes é possível retornar ao trabalho dentro de poucos dias ou uma semana, dependendo do tipo de atividades que são necessárias em seu trabalho. Porém você não poderá dirigir carros e nem pegar ônibus ou metrô, pois para isso é necessário elevar os braços.



    ORIENTAÇÕES PÓS OPERATÓRIAS

    •  Evite o sol por 3 meses após a cirurgia, mesmo assim use filtro solar com FPS maior ou igual a 30. Use ainda duas camadas de micropore, nas cicatrizes, por baixo das roupas de banho, caso vá a praia após os 3 meses.  
    • Não troque, molhe ou mexa no curativo até que seja autorizado pelo médico. 
    •  Deverá ser utilizado um sutiã ou cinta recomentada, sem costuras, 24 horas por dia, durante todo o primeiro mês pós – operatório. 
    • Durma de barriga para cima durante todo o primeiro mês.
    • Dormir de barriga para baixo somente após 2 meses, no mínimo.
    • Os braços não devem ser elevados acima dos ombros nas 2 primeiras semanas.
    • Evite dirigir por 2 semanas.
    • Em geral a maioria dos pontos são internos, absorvíveis e não precisam ser retirados. Porém, alguns poucos pontos externos podem ser utilizados.
    • Exercícios envolvendo os membros inferiores podem ser realizados a partir de 1 mês, desde que os membros superiores não sejam forçados.
    • Exercícios que envolvam os membros superiores de forma intensa devem ser realizados somente após o 2º mês pós – operatório.

    domingo, 24 de julho de 2011

    ABDOMINOPLASTIA



    Quando há importante flacidez de pele abdominal, a lipoaspiração não é capaz de resolver problema de contorno corporal. É necessária pelo menos a retirada de pele para que se faça um belo contorno corporal. 

    Na abdominoplastia (ou dermolipectomia abdominal) procuramos harmonizar o contorno corporal através de manobras como recomposição da musculatura da parede abdominal e da retirada de pele e gordura.



    Existem diversos desenhos de cicatriz de abdominoplastia, sendo eles indicados de acordo com a necessidade (desde uma cicatriz como a da cesárea, uma cicatriz mais extensa horizontal e até uma combinação de cicatriz horizontal com a mediana). A cicatriz horizontal deve ser programada para ficar dentro da marcação do biquíni e assim devidamente escondida inclusive sobre vestes de banho. Pode ser necessária uma cicatriz ao redor do umbigo, que quando bem feita depois de um tempo fica quase imperceptível.


     Geralmente, os pacientes chegam ao consultório com queixas de acúmulo de gordura, flacidez cutânea, estrias abdominais causadas por distensão progressiva da pele (obesidade, gestação, ciclo engorda-emagrece), hérnias da parede abdominal e pós emagrecimento importante como o pela cirurgia bariátrica. A redução da atividade física é também uma causa de hipotonia muscular, manifestada pela flacidez, aumento de volume abdominal e até ptose, com aparência de abdome em avental. 

     

    A extensão da cicatriz irá variar de acordo com o grau e flacidez e a quantidade de pele que se pretende retirar. Portanto, temos variantes da abdominoplastia clássica, como o miniabdome. No miniabdome, consegue-se tratar muito bem a flacidez infraumbibilcal, e a paciente precisa ter pouca ou nenhuma flacidez supra umbilical para que o resultado seja bem sucedido.


    Pode também ser associada com a lipoaspiração de flancos e dorso, que conferem uma cintura mais fina e um contorno mais glamuroso. 
    É possível ainda, em casos selecionados, o uso da pele em excesso supraumbilical para preencher e ajudar a dar um formato mais gracioso à mama, técnica chamada de abdominoplastia invertida. 

    Dessa forma, a abdominoplastia oferece diversas vantagens na prática:
    - única forma de eliminar as estrias, principalmente as infra umbilicais,
    - poder ter a opção de voltar a usar um biquíni, sem ter vergonha da flacidez de pele,
    - ter uma cintura mais bem definida,
    - nos casos de estiramento das estruturas musculares e aponeuróticas da parede abdominal, oferece ainda um realinhamento e até melhora dos hábitos inestinais,
    - correção de possíveis hérnias da parede abdominal.


    Lembrando que não é uma cirurgia de emagrecimento. O importante não é o que sai e sim o que fica e como fica. A paciente pode ir retornando às suas atividades normais poucas semanas. A dermolipectomia não impede a paciente de engravidar. É uma cirurgia que raramente complica quando realizada dentro de critérios técnicos.

    sábado, 2 de julho de 2011

    LIPOASPIRAÇÃO? LIPOESCULTURA? HPLA? HIDROLIPOASPIRAÇÃO? MINILIPO? QUAL A DIFERENÇA?

    Lipoplastia é o termo usado de forma genérica para o tratamento da gordura subcutânea com finalidade estética. Lipoaspiração é o nome dado à intervenção cirúrgica onde se aspira os excessos gordurosos do contorno corporal. Lipoescultura é a técnica em que se realiza tanto a aspiração quanto a injeção de gordura em diferentes locais visando uma melhora do contorno corporal.
    Ao francês Yves Gerard Illouz é dado o título de pai da lipoaspiração. Muito já avançou, mas os princípios preconizados por ele ainda são utilizados: solução hipotônica para facilitar a aspiração e diminuir o sangramento, cânulas rombas com orifícios laterais, túneis nos tecidos gordurosos, incisões pequenas em lugares pouco visíveis.



    HLPA se refere à hidrolipoaspiração, o que na verdade é uma estratégia de lipoaspiração. A lipoaspiração pode ser realizada pela técnica tumescente (ou intumescente) onde se injeta uma solução antes de fazer a aspiração da gordura, ou pela técnica seca, onde se aspira diretamente com a cânula. Foi demonstrado por estudos como o de Klein e Samdal, que na técnica tumescente, para cada 1000 ml de gordura aspirada podemos encontrar cerca de 9,7ml de sangue. Na técnica seca o percentual pode chegar a 30-40% de sangue no volume aspirado.

    De acordo com a técnica tumescente (também chamada úmida), é injetado uma solução fisiológica com adrenalina bem diluída e dependendo do cirurgião, uma associação com anestésico local como a xilocaína. Com a injeção dessa solução, provoca-se a hidrodissecção da gordura. Com a formação dos túneis em diferentes níveis do subcutâneo é possível a remoção de coleção de gorduras e correção de irregularidades do contorno.



    A gordura injetada deve passar por um tratamento de forma a retirar resíduos celulares e de sangue por exemplo. São feitas enxertia com filetes ou túneis de no máximo 3mm de diâmetro para que se promova a neovascularização. Com isso, podemos tratar depressões superficiais, depressões de celulite, sulcos, determinadas rugas e cicatrizes deprimidas. Não necessariamente tudo que se injeta procurando através da lipoenxertia “faz a pega”. O que se mantém do resultado é um somatório da quantidade de fibrose induzida e número de adipócitos viáveis. Esse último depende também do local anatômico, mobilidade e vascularização da área receptora. Claro que eventuais doenças de base também podem interferir.



    A lipoaspiração não pode ser encarada como um método de emagrecimento. Ela serve para tratamento de gordura localizada – aquelas que teimam em continuar a despeito de dieta, exercícios e emagrecimento. São exemplos de áreas a serem tratadas: papadas, culotes, glúteos, cintura, flancos (chamados "pneuzinhos"), coxas, nádegas, pernas, joelhos, tornozelos, braços, costas, e pescoço. Deve-se ainda, observar as condições de contração da pele para acomodação do novo volume tecidual. Cada região do corpo responde com uma capacidade de contração diferente, além da variabilidade de capacidade de contração cutânea de cada indivíduo.



    Já no segundo dia após o procedimento, a paciente pode ir retornando aos poucos às suas atividades diárias desde que se sinta capaz e que use a cinta compressiva. Essa deve ser usada por pelo menos 30 dias no pós operatório. Geralmente o retorno às atividades habituais ocorre entre o segundo e o décimo dia. Cuidados devem ser tomados como observar se há dobra de cinta marcando a pele, pois isso pode causar marcas definitivas.O "inchaço" é normal e cerca de 80% regride nos primeiros 30 dias. O resultado definitivo podemos observar entre os 3 e 6 meses de pós operatório.



    Houve uma banalização dos procedimentos de cirurgia plástica. A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico e deve ser tratado com toda a seriedade que merece. Existem inclusive normas do Conselho Federal de Medicina e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, específicas sobre a lipoaspiração. O objetivo é evitar práticas inconseqüentes, como por exemplo, lipoaspiração em consultório ou sem um anestesista.
    Há um limite de retirada de até 5% do peso corporal para a lipoaspiração seca e até 7% do peso corporal para a lipoaspiração úmida. Esses valores podem ser removidos de até 40% da extensão do corpo. É obrigatório que a clínica / hospital onde for realizado o procedimento, disponha de UTI e convênios com bancos de sangue.


    sábado, 18 de junho de 2011

    CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA LANÇA NORMAS DE SEGURANÇA PARA CIRURGIA PLÁSTICA

    A cirurgia plástica é uma especialidade cirúrgica que deve ser encarada com seriedade, que pode proporcionar excelentes resultados, tanto nas cirurgias estéticas quanto nas reparadoras. A resolução do CFM 1.621/01 estabeleceu que a cirurgia plástica deve ser exercida por médico devidamente qualificado, utilizando técnicas habituais reconhecidas cientificamente.  Essa qualificação envolve 6 anos de faculdade de medicina, mais 2 ou 3 anos de especialização em cirurgia geral somados a 3 anos de especialização em cirurgia plástica. Ou seja, são pelo menos 11 anos de formação para estar minimamente habilitado. Uma vez que se termine a especialização, ainda é necessária a realização de uma prova que é feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que avalia os conhecimentos e condutas para saber se está realmente habilitado para o exercício da profissão. Uma vez que se tenha o tão sonhado Título de Especialista, o profissional necessita continuar fazendo cursos, congressos, simpósios e estar sempre se atualizando para manter o Título.

    Exercer a medicina é uma responsabilidade constante. Precisamos, o médico e o paciente, ter a consciência da complexidade de uma cirurgia plástica. Por isso a necessidade de um criterioso preparo pré-operatório. O paciente também precisa se comprometer com o conhecimento e cumprimento de todas as orientações pós-operatórias. 

    Médicos não especializados têm se “aventurado” na área, arriscando não só a vida do paciente como a própria vida profissional.  

     “É uma imprudência o profissional não qualificado e não adequadamente habilitado presumir que é capaz de fazer o mesmo que outro que estudou, no mínimo mais cinco anos na área para aperfeiçoar as técnicas e condutas” (Dr. Carlos Alberto Jaimovich – Membro titular da SBCP e da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM).

    De acordo com a resolução do CFM, “não se pode prometer resultados ou garantir o sucesso do tratamento, devendo sempre o médico informar ao paciente de forma clara os benefícios e os riscos de cada procedimento”.

    A finalidade da cirurgia plástica é trazer benefício à saúde do paciente, seja física, psicológica ou social e o objetivo constitui uma obrigação de meio e não de fim ou resultado.

    domingo, 12 de junho de 2011

    TOXINA BOTULÍNICA

    DIGA ADEUS ÀS RUGAS!!!








    O nome "botox" é uma marca comercial. Na verdade o composto deve ser chamado de Toxina Botulínica tipo A, derivada do Clostridium botulinum. Antes, um veneno letal e hoje domado para a nossa beleza.

    Ele pode ser indicado para utilização em qualquer situação onde se deseja uma paralisia flácida. Exemplos que podem ser citados: estrabismo, blefaroespasmo, quadros espásticos após AVC ou paralisia cerebral, relaxamento da hiperfunção de esfíncteres (anal, vesical, esofágico), hipersecreção de glândulas como as sudoríparas, enxaquecas tensionais... e por aí vai.




    A utilização mais popular é a do tratamento de rugas dinâmicas, ou seja, rugas decorrentes da movimentação muscular. O resultado é temporário, conseguindo atenuação e até desaparecimento das marcas de expressão causando o tão desejado rejuvenescimento facial.


    Existem diversos laboratórios fabricantes da toxina botulínica para uso médico, dentre os quais o próprio Botox , o Dysport e o Prosigne. A principal diferença entre as marcas, é o grau de pureza do produto. Todos tem uma durabilidade de resultado entre 4 e 6 meses.


    As possibilidades dentro da mímica facial são muitas: rugas frontais, rugas glabelares, ptose da ponta nasal, rugas periorbitárias, elevação das sombrancelhas, simetrização da altura das sombrancelhas, paralisia facial, rugas do dorso nasal, rugas peribucais, sorriso gengival e onde mais se possa imaginar.


    A hiperhidrose palmar, axilar e plantar também podem ser tratadas de forma muitíssimo satisfatória com o botox, com menor indicidência da indesejada sudorese compensatória e sem um procedimento cirúrgico.
    Entre as contra-indicações, vale a pena citar: uso de anticoagulantes (inclui vitamina E, ginkgo biloba), pacientes com intolerância a agulhas, uso de aminoglicosídeos (diminuem o tempo de duração da toxina), gestantes e lactantes, reação infecciosa ou inflamatória na região a ser tratada, hipersensibilidade a algum componente da fórmula. Nota-se, que a maioria das contra-indicações são temporárias, basta ter pouco mais de paciência para usufruir desse benefício tecnológico.
    Os cuidados após o procedimento, incluem: evitar manipulação excessiva da musculatura e evitar deitar nas 4 horas seguintes.


    Deve-se sempre procurar um profissional capacitado e de bom senso para obter melhores resultados.


    Esse é o meu primeiro post do blog e espero que tenha suprido a maior parte das dúvidas. Estou aberta a comentários e sugestões para os próximos posts.


    Um grande abraço,


    Dra. Ana Carolina Fonseca CRM 5278026-0